Administrador Escolar: especialista ou educador?
Ada Augusta Celestino Bezerra

A motivação original deste livro encontra-se na minha prática profissional, decorrente da formação inicial como licenciada em Pedagogia com habilitação em Administração Escolar, integrante da primeira turma de pedagogos do estado de Sergipe. Venho, desde 1971 (ano da graduação), refletindo sobre a pertinência da Administração Escolar enquanto especialização desse curso, sua natureza, seus resultados e funcionalidade, o que também foi meu objeto de estudo durante os cursos de Mestrado e Doutorado em Educação, junto ao IESAE/FGV-RJ e à USP-SP, nas áreas de concentração Administração de Sistemas Educacionais e Administração Escolar, respectivamente. Comecei por uma reflexão elementar sobre a constatada crescente titulação de profissionais com esta habilitação na graduação em Pedagogia e a sua insignificante absorção pelos Sistemas de Ensino para o exercício da função de Diretor, Vice-Diretor e/ou Coordenador das escolas públicas em Sergipe (federais, estaduais, municipais e particulares). A partir de observações e análises, passei a questionar: existiriam diferenças qualitativas entre o desempenho de diretores habilitados e não habilitados em Administração Escolar, bem como entre os resultados escolares alcançados, respectivamente? Nessa perspectiva, também refleti sobre a relação entre os critérios de escolha utilizados pelos governos e/ou secretarias de educação para os cargos de direção de escolas e a prática pedagógica em curso nesses estabelecimentos de ensino. Pergunta-se, ainda hoje, no contexto das discussões das novas diretrizes curriculares para o Curso de Pedagogia, sobre o sentido e a funcionalidade da habilitação de Administração Escolar, na graduação, especialmente como formadora de gestores de escolas, seja nas condições marcadas, predominantemente, por concepções reprodutivistas ou mesmo em ambiências progressistas, nas quais ações educativas escolares de intelectuais articuladores de novas relações e contra-hegemonia desenvolvem-se à luz dos interesses da classe trabalhadora. Durante toda a trajetória teórico-metodológica exposta, procurei alguma resposta aproximada para a questão crucial do estudo: faz sentido a habilitação de Administração Escolar, no nível de graduação (Curso de Pedagogia), dadas as condições concretas do contexto contemporâneo? A hipótese que orientou o processo de investigação, análise e ação foi a de que a referida habilitação tal como posta hoje, seria desnecessária em uma perspectiva progressista da educação, sendo útil apenas para a escola improdutiva que se tem e outros interesses do sistema capitalista vigente na sociedade local.


Professor Uchôa,Reitor da UNIT,conversa com o
Professor Joaquim.



Capa do livro da Professora Ada Celestino.


Composição da Mesa de Autoridades Presentes.


O momento dos autógrafos.