Da Psicologia Arquetípica à Criação
Solange Foganholi
O livro faz com que o leitor perceba até que ponto o mito é importante para o desenvolvimento social, cultural e psicológico do homem, interagindo com sua criatividade, abordando manifestações artísticas através da compreensão sistemática da psicologia arquetípica, originadas no trabalho do psicólogo suíço Carl Gustav Jung. Esclarecer que o Mito é um recurso necessário à criatividade humana é a questão que procurei defender no decorrer deste trabalho. Nessa perspectiva, a imagem nos mitos e na sua maneira de revelar os padrões arquetípicos, são o meio através do qual toda a experiência se torna possível. Por isso, o mundo moderno ainda não abriu mão das mitologias do passado. Na psicologia arquetípica o que está sendo especificamente apresentado é fundamentalmente quem, qual figura divina está falando nesse estilo de consciência, nessa forma de apresentação. Dessa maneira, uma psicologia politeísta é necessária para justificar um "universo pluralista", para coerências dentro dele para a precisão de sua diferenciação. A obra realiza um mergulho no universo multifacetado da mitologia inserida na Comunicação Social, através das Artes, convidando o leitor a um passeio pelos fatos, circunstâncias, temores e esperanças que fazem do ecossistema comunicacional a mais deslumbrante e temida realidade do mundo contemporâneo. Busca inicialmente, aproximar o leitor da denominação da Era da Informação, demonstrando com dados, comparações arquetípicas e depoimentos, a íntima relação da Comunicação, através dos valores mitológicos aproveitados pelas várias modalidades artísticas e conseqüentemente, sua utilização no marketing capitalista em que vivemos através da Publicidade e da Comunicação Massiva. Na antiguidade, a arte e a religião constituíam a idealização da natureza e particularmente do homem como ponto culminante do processo da natureza. O tipo da arte clássica é o Apolo de Belvedere ou a Afrodite de Melos - tipos perfeitos ou ideais da humanidade, perfeitamente formados, perfeitamente proporcionados, nobres e serenos; em uma palavra, belos. Herdou Roma este tipo de beleza que reviveu na Renascença e, para nós, a beleza associa-se inevitavelmente à idealização de um tipo de humanidade criado por antigo povo em terra distante, afastada das condições atuais da nossa vida cotidiana. Se conseguirmos fazer a distinção entre reconhecimento objetivo e julgamentos emocionais, estará transposto o abismo que separa nosso tempo da antiguidade, e veremos com surpresa que muitos mitos ainda vivem. A importância de tal impressão não pode ser subestimada: Ela nos mostra uma identidade nos conflitos humanos elementares que está além do tempo e do espaço. Aquilo que aos gregos inspirou ainda hoje é verdadeiro, mas, para nós, só se abdicarmos de uma vaidosa ilusão de nossos dias distantes daqueles, isto é, de que somos diferentes, melhores que os antigos. Apenas não podemos esquecer que uma afinidade indissolúvel nos une ao homem da antiguidade. Com isto abre-se um caminho para a compreensão do espírito antigo: o caminho de um íntimo sentir comum de um lado, e de uma compreensão intelectual do outro lado. A função real da arte consiste em exprimir sentimento e transmitir compreensão. Foi o que os gregos conseguiram realizar com tão grande perfeição.
Solange Foganholi vestiu-se em harmonia com o tema de seu livro.
A autora autografando seu livro.
A autora e parte de seus convidados.
Alunos e amigos prestigiando o lançamento.
Solange Foganholi e Ricardo Sousa, O Editor.

|