Liderança e Gestão de Pessoas nas Organizações: da mão-de-obra à mente-de-obra Paulo Cesar Teixeira O processo do conhecimento científico é fruto de uma série de ações que têm como base o desenvolvimento de modelos teóricos e testes práticos desses modelos para chegar-se a uma conclusão aplicável. Elaborar um livro, pelo menos teoricamente, não é muito diferente desse modelo. Desenvolvemos idéias, tendo como base nossas vivências, procuramos formas práticas de testar a consistência dessas idéias e, ao cristalizarmos os conceitos testados, os transformamos em livros que funcionam como sínteses das vivências e experiências adquiridas ao longo dos anos de atividades pessoais e profissionais. É um trabalho árduo, principalmente para aqueles que sofrem da angústia do perfeccionismo, um sentimento que nos faz buscar uma perfeição, uma forma melhor de expressar nossas idéias e uma síntese mais elaborada das práticas vivenciadas. Com isso, estabelecemos um ciclo vicioso em que as sínteses jamais são apresentadas e as experiências adquiridas jamais são transmitidas, por acreditar-se que existe um ângulo ainda não examinado com a desejável profundidade, ou conceitos não suficientemente testados, ou práticas que não foram totalmente validadas. Enfim, um sentimento de que não atingimos a necessária fundamentação para considerar um determinado ciclo concluído e pronto para ser transformado, pelo menos por algum tempo, em conhecimento. Baseado nesse tipo de dificuldade é que tenho, durante minha carreira profissional, desenvolvido trabalhos e projetos que jamais chegaram à síntese aqui mencionada. A obra que apresento a seguir, Liderança e Gestão de Pessoas nas Organizações, é uma exceção. Depois de longos anos de prática gerencial e acadêmica, escrevi um livro que discute as bases teóricas da administração e seus impactos na liderança e gestão das pessoas que são, nas organizações, agentes e pacientes das teorias desenvolvidas ao longo dos anos. Um livro dirigido aos estudantes e profissionais que optaram pela carreira gerencial e que buscam novas formas de traduzir os conceitos de uma administração científica para uma prática gerencial, em que as tarefas são executadas por meio de suas ações no manejo de situações e pessoas. |