Fracasso Escolar:
mecanismos de produção e superação
Maria Adélia Cruz Santos
Este livro resulta da pesquisa desenvolvida para a elaboração da dissertação de Mestrado em Educação no Programa de Pós-Graduação da Universidade Federal de Sergipe - UFSE, que constata que a escola pública municipal está se constituindo num espaço seletivo, tanto para os dela excluídos como para os incluídos, em que é reproduzida a estrutura de classes, através da inculcação ideológica, desqualificação do processo educativo e reprovação massiva das crianças das camadas populares; mas também é possível perceber que ela pode se encaminhar para a libertação, para a emancipação dessa maioria. Uma atuação nesse sentido urge, tendo em vista a criação de mais oportunidades em sala de aula para a construção do sucesso escolar. As crianças estigmatizadas, cujos atributos negativos são enfatizados reiteradamente pelas professoras e até pelos colegas, sofrem um processo de descrédito e instabilidade sócio-emocional que afetam o respectivo processo de construção da identidade. Não se trata de imputar culpas aos segmentos intra-escolares pelo fracasso escolar, mesmo porque se trata de um fenômeno social cuja solução efetiva extrapola a competência da escola; mas de constatar que sem amor, sem compromisso político, e, naturalmente, sem competência técnica é impossível trabalhar produtivamente na escola pública, sob a ótica das camadas populares, que em si mesma já representa um mercado de trabalho que não só remunera mal os trabalhadores da educação como os desvaloriza e até desqualifica pois não oferece a oportunidade de uma capacitação permanente. Assim, o que a investigação deixa de mais patente é a necessidade de um amplo programa de capacitação continuada junto às escolas, calcado na ação-reflexão-ação, que enseje a contínua revisão das concepções docentes de mundo, de homem e da educação, profundamente vinculadas às concepções de alfabetização. Concluindo que, para essa transformação, é requerido do educador não só o compromisso pessoal, como o resgate da sua integridade como individualidade, que é ao mesmo tempo particularidade e o humano-genérico, e a coragem de assumir riscos; por outro lado requer das relações sociais uma nova ética, um novo projeto de sociedade!

A professora doutora Ada Augusta, prefaciante da obra, homenageando a autora.

Ricardo Sousa, o Editor, apresentando a obra.

A autora no momento dos autógrafos (I).

A autora no momento dos autógrafos (II).

A autora no momento dos autógrafos (III).

A autora no momento dos autógrafos (IV).
|